Colega tradutora formada foi reprovada em testes de tradução técnica que fez para agências. Trabalha como revisora em um jornal, portanto, presume-se que escreva direito, como, aliás, indicam suas postagens no FB. Diz ela (nunca vi os testes, nem pretendo ver) que sua dificuldade são os jargões e vocabulário específico de cada área e pergunta como se haver com o problema.

Não há uma solução fácil e única para esses problemas. O problema da receita do bolo é que não existe receita para o bolo, ou como dizia Antonio Machado, “Caminante, no hay camino, se hace camino al andar”. O teu futuro profissional depende não só da tua capacidade e esforço (a tal da virtù) como também de fatores completamente alheios ao teu controle.

Mas sempre se pode dar uma indicaçãozinha ou duas.

Por que você não procura, nas agências, serviço como revisora? Não é o que você quer, mas pode ser uma excelente transição, visto que o serviço, você já conhece. Como revisora, você vai ver serviço de outros tradutores, muitas vezes especialistas na área que seviciam o português, mas conhecem a terminologia técnica e os torneios do setor bastnate bem.

Ao pegar o primeiro serviço (ou o primeiro teste), antes de começar, leia sobre o assunto em português e inglês, tanto quanto permitir o prazo de entrega, fungindo de todo texto que possa parecer traduzido: atenha-se aos originais. Use o Google para procurar, que você sempre encontra. Muitas vezes, o ponto de partida é a Wikipedia (que, aliás, permite saltar de uma língua para outra com facilidade e lepidez.

Não procure glossários, procure imergir no assunto, entendendo, absorvendo linguagem. Aliás, foi assim que eu aprendi contabilidade.

Quem sabe algum colega leitor pode contribuir com uma experiência pessoal?