(O parágrafo em vermelho foi adicionado pela Kelli)

Voltamos para casa aos trancos e barrancos, como era de esperar. Não nos perdemos porque nos achamos, se me faço claro.

Durante o primeiro dos dois dias do Congresso, vimos confirmadas várias de nossas siluções tradutórias e notamos opções que tínhamos antes refugado. Isso foi ótimo e demorou meia hora.

Antes, estivemos na palestra de um professor de atuária, que analisou os possíveis porquês de não haver publicações sobre atuária e ninguém ir a palestras sobre atuária. Regozijou-se entretanto, com o crescimento da audiência: esperava 20 participantes, havia 22, incluindo Kelli e Danilo. Preferimos calar sobre nossa profissão, para não desapontar o palestrante.

Mas foram muito interessantes, a palestra e as discussões. Porque eles saíram da caixinha deles de atuários, gente que discute tábuas de mortalidade e quejandos, para discutir por que não se reuniam e não publicavam, assim como a Kelli e eu tínhamos saído de nossa confortável caixinha de tradutores para ir ver os atuários e contadores discutirem o que quer que essa gente discuta quando sai de suas caixinhas. Curioso, nós dois, fora de nossas caixinhas, vendo gente se esforçando por sair das suas, quando, a rigor, estavam muito bem dentro delas. Para nós, um exercício e tanto. Ficamos nos perguntando por que nós e todos os tradutores não fazemos uma expedição dessas a outros mundos mais frequentemente. Tradutor, quando sai das palestras de tradução, só vai a palestras sobre literatura.

Também nos perguntamos o porquê de nossos congressos não reservarem um tempo para os organizadores e interessados discutirem como fazer um congresso melhor, com mais gente. Os 830 inscritos desse congresso não caíram do céu, foram conquistados um a um.

Pois digo, afirmo e repito que foi ótimo ver umas coisas diferentes, pensar em outras dimensões e coisas que tais. Voltamos da USP com mil ideias, que vamos, aos poucos, implantar em nossa vida profissional.

Mas a história da Kelli, só amanhã mesmo. Juro. Porque este artigo também já está longo demais.